As gargalhadas de quem , tenta em uma realidade contrária não se molhar.
As gargalhas de quem se molha sem querer se molhar, e tropeça sem querer tropeçar.
De quem compartilha até mesmo o impossível, o próprio espaço, contrariando as leis da física, e afirmando as leis da Amizade.
Mas aqui, na proteção do 11º andar em minha sala quente e confortável, eu repenso uma outra realidade como quem tem a máquina de um tempo que não existiu em seus pensamentos.
Ah se pudessemos voltar a ser crianças não precisaríamos proteger nossas aparências de mulheres que precisam voltar ao escritório, e poderíamos dar o guarda chuva Roxo a quem tivesse tal preocupação, e ao invés de correr poderíamos pular no mesmo lugar, sem se preocupar à que horas teríamos de voltar , embaraçando os cabelos, jogando aguá uma nas outras, sem se preocupar em ficar doente, nos remédios a comprar...
Com a suavidade e euforia que só se tem quando desconhecemos a cara do mundo, quando se é criança.
Mas os Processos que me cercam no presente momento, e a calça ainda molhada, me devolvem a realidade, e não me deixam esquecer a Mulher que sou e que somos.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Luiz Gustavo, e o mundo ficou melhor...
Minha cor
Minha flor
Minha cara
Não sei se o mundo é bom
Mas ele ficou melhor
Quando que você chegou
E perguntou:
Tem um lugar pra mim?
Sol do dia
Nuvem branca
Sem sardas
Não sei se o mundo é bom
Mas ele ficou melhor
Quando que você chegou
E explicou o mundo pra mim
Não sei se este mundo está são
Mas pro mundo que eu vim já não era
Meu mundo não teria razão se não fosse você.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Coração - Anita Godoy
Um Jovem estava proclamando ter o coração mais belo da região. Uma multidão admirava seu coração sem marca nem defeito.
Um Velho apareceu diante da multidão e disse:
- Por que o coração do jovem não é tão bonito quanto o meu, que bate com vigor, mas tem muitas cicatrizes?
Havia locais em que pedaços tinham sido removidos e outros tinham sido colocados, mas estes não encaixavam direito, causando muitas irregularidades. Em alguns pontos faltava pedaços. O jovem olhou para o coração do velho e disse:
- O senhor deve estar brincando, compare nossos corações. O meu está perfeito, intacto e o seu é uma mistura de cicatrizes e buracos!
-Sim, olhando, o seu coração parece perfeito, mas eu não trocaria o meu pelo seu. Veja, que cada cicatriz representa uma pessoa para a qual eu dei o meu amor. Tirei um pedaço do meu coração e dei cada uma delas. Muitas me deram, também um pedaço do próprio coração para que eu colocasse no meu, mas, como os pedaços não eram exatamente iguais, há irregularidades. Mas eu as estimo, por que me fazem lembrar do amor que compartilhamos. Algumas vezes, dei pedaços do meu coração a quem não me retribuiu, por isso há buracos. E aí jovem? Agora você entende o que é a verdadeira beleza?
O Jovem ficou calado, lágrimas escorriam pelo seu rosto, aproximou-se, tirou um pedaço de seu coração e ofereceu ao velho, que retribuiu o gesto.
O jovem olhou para o seu coração, não mais perfeito como antes e mais belo que nunca.
Deve ser muito triste passar a vida com o coração intacto.
26 de Janeiro de 2010, às 20h20min
Coração disparado como nunca, tentando disfarçar com conversas aleatórias que trocava com as pessoas mais importantes da minha vida, com medo, com a ansiedade de quem espera, alguém que foi aguardado por longos 9 meses.
Mas, no dia e hora pré-destinado nasceu o nosso iluminado Luiz Gustavo, com o choro de quem não entende ao certo onde veio parar, ele nos faz chorar de alegria.
Verifica em meio ao seu nervosismo quem são aquelas pessoas ao seu redor com apenas um olhinho aberto, e no colo de sua mãe sente o conforto de ter uma família, de já nascer com amigos que se sentem com o mesmo sangue, o sangue do amor.
Estou em estado de Nirvana, agora a ansiedade é de levá-lo pra casa, de vê-lo crescer, de ser chamada de Tia, de levá-lo pra escola, de esconder o objeto quebrado ou mesmo assumir a culpa, de trocar conselhos amorosos, de acordar as 4h para buscá-lo em uma balada, de dedicar tudo que há de bom em mim para o nosso lindo Japinha que já chegou, unindo e modificando tudo.
Agradeço a Deus infinitamente por me proporcionar esse momento, e peço que muitos outros eu tenha com aquele ser de Luz, que nos ilumina.
Meu nome é Ana Letícia e sou tia do Luiz Gustavo Silva Tomyamma.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Meu Céu
Eu acho que não...
Eu acho que a chuva não vai passar
Eu gosto quando o tempo ao se fechar revela a beleza da escuridão
Eu acho que não...
Eu acho que eu tenho tanta coisa a acrescentar
E eu sei que os erros vão me ajudar
Assim como as nuves que tampa o sol
Basta alguns minuto pra revelar
Quem ilumina o dia
Mas
Eu não vou vender minha alma
Prefiro doar meu coração
Não aprendi ter calma
Quem é o dono da Razão?
Eu não!
Eu acho que não
A chuva não vai passar
hoje o sol não vai iluminar
Eu... eu acho que não.
(09/06/06 A.L)
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Tantas Outras
Era uma casa muito engraçada
não tinha teto
não tinha nada, nada, nada...
Ninguém comia, porque comida não tinha
Ninguém bebia, porque a água se vendia
Ninguém dormia, descansava seus ossos no chão
Ninguém sorria, porque a alegria também
não suportou tanta desilusão
Era uma casa, como tantas outras por aí
De tanto que chorava, desaprendeu a sorri
À tanto tempo que não se há mais o que ter
E como um sopro de vento também se esquece
o que é sofrer.
Nada, nada...
(12/08/06 - AL)
Munição
Subestimando nossa inteligência
A munição é sua inocência
Com as armas carregadas estão
O batalhão da inegligência
Tirando o leite da tua criança
Por que ainda sobra tolerância?
Apontando o certo o errado
E você não se levanta
Não vê que tudo é falsa esperança
Nunca mudou não haverá mudança
Com as armas carregadas estão
Já que não lhe faltam munição
Atirando para todo lado
E todos nós estamos baleados
Se esqueceu da força de um protesto?
Se não assim como faremos valer aquela coisa
De Ordem e Progresso?
Subestimando nossa inteligência
A munição é tua inocência,
Com as armas carregadas estão
Quantas vezes eles vencerão
Quanto é a força desse batalhão?
Deve ser do tamanho da paciência
dessa Multidão!
(20/04/06 - AL)
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